Última noite na ville rose. Derradeiros momentos nesse appart que foi a casa que pude ter nos últimos três meses. Fui muito infeliz aqui... tive saudade, medo, solidão, dor, irritação, depressão, raiva. Mas, claro, aqui tive lembranças, revi momentos bons, vivi a vida com meu amor e minha família e meus amigos através do meu computador. Aqui comecei meu blog, escrevi muita coisa que nunca publicarei. Aqui me interessei pelo meu tema de pesquisa e descobri tantas coisas que nunca tinha pensado.
Toulouse, com essa cara de cidade pequena, tem essa calma que possibilita andar na rua olhando a arquitetura, viver a vida num ritmo mais lento - isso realmente quase me levou a loucura em momentos de tédio e em feriados intermináveis. A história milenar deste lugar me fez pôr em perspectiva as histórias, os minutos, as semanas, os séculos. A possibilidade de parar para contemplar o rio, tomar sol, conversar com gente estranha, sem ter medo de ser assaltada, enganada, passada para trás.
Essa cidade tem um cheiro muito agradável, um ar gostoso de respirar, que se percebe quando se vem de qualquer outro lugar. É tudo muito plano e o céu está sempre ao alcance da minha vista. O vento daqui me traz memórias de férias e passados alegres.
E no fim, o tempo passou. Foi rápido, estou indo quando começava a conhecer as pessoas. Foi infinitamente lento, se pensar em tantas mudanças de pensamento e sentimento e tantos conflitos internos que se desenrolaram aqui.
Estou um pouco ansiosa com o que virá na última etapa de minha estadia. Nela terei que mostrar porque vim e o que consegui desenvolver aqui. Passarei por provas em Paris.
sábado, 31 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Peço tão pouco
“ Já senti saudade 
Já fiz muita coisa errada
Já pedi ajuda
Já dormi na rua
Mas lendo atingi o bom senso
Mas lendo atingi o bom senso
a imunização racional”
(Tim Maia – Bom senso)
Estou pedindo muito pouco. Estou me bastando com tão pouco.

Já fiz muita coisa errada
Já pedi ajuda
Já dormi na rua
Mas lendo atingi o bom senso
Mas lendo atingi o bom senso
a imunização racional”
(Tim Maia – Bom senso)
Estou pedindo muito pouco. Estou me bastando com tão pouco.
Desde o dia em que queimei a mão na água quente, um novo tempo começou. Mergulhei de cabeça numa pesquisa bibliográfica rigorosa, que me levou a ler coisas que frutificaram na minha mente.
É uma literatura pessimista... minha gente, nosso mundo está mal e vai ficar pior se as forças não se reorganizarem. Falo da mundialização e das novas liberalizações... pirataria e tráfico sempre existiram, mas o momento atual fez com que os principais constrangimentos ao negócio ilícito fossem depassados e o caminho ficasse limpo para uma forma de capitalismo que tem no ilícito o centro da sua reprodução. Tenho lido muito sobre o paraíso e o nirvana dos traficantes de drogas, de armas, de pessoas.
Mas existe outro caminho para a mudança a não ser a profunda consciência da nossa condição?
Apesar do pessimismo fiquei otimista com meu trabalho... grande mudança dentro de mim! Quando cheguei a Toulouse eu era rica e desanimada com o trabalho... empobreci e me animei a trabalhar... será que uma coisa tem a ver com a outra?
Só a solidão não mudou. Ou mudou. Ou muda todo dia.
Aquela conversa sobre a redenção no trabalho, que inaugurou esse blog, tem sua verdade. Só que a gente não escolhe exatamente quando vai ser tomado por uma coragem inspiradora. E aquela conversa sobre solidão e oportunidade de auto-conhecimento, essa também tem um fundo de verdade. Contudo, a questão continua: quanto mais me conheço, mais vejo como sou um turbilhão de coisas contraditórias. Sou um fluxo constante de pensamentos, de energia, de matéria. A unidade do eu, se você for parar para pensar, é uma construção sempre a posteriori, é um mito.
Tem uma parte de você que acumula coisas e a outra que quer jogar tudo fora para não ter que arrumar mala... Tem uma parte de você que quer se levar muito a sério e a outra que gargalha dessa pretensão, e outra ainda que nem está prestando a atenção a essa disputa. Tem uma parte de você que tem medo de você. Quero dizer, de você não sei, sei que tem uma parte de mim que me dá muito medo.
Então, em meio a essa hiper movimentada vida interior, tenho momentos em que preciso descansar de mim.
Então, em meio a essa hiper movimentada vida interior, tenho momentos em que preciso descansar de mim.
Isso tem significado viver com muito pouco. Andar na rua. Ir aos mesmos lugares que já fui dezenas de vezes. Olhar o rio. Aceitar a conversa dos moços que por lá procuram alguém para conversar. Compartilho assim de outras solidões. 
Viver com muito pouco é participar da vida dos amigos pelo msn. É acender velas para si mesmo, se dar banhos perfumados e jantar arroz integral com legumes. Comer queijo e tomar vinho. O essencial.
Um sonho recheado de nutella de vez em quando, o corpo pede!
Estou pedindo muito pouco dos outros. Cinco minutos no msn, dez no skype. Mas se for mais do que isso, fico realmente muito feliz.
Então, cozinho, como, lavo, tomo banho, durmo, penso, escrevo. Ouço música. E nos momentos realmente especiais falo e escuto.
Tenho pedido ao universo coisas muito simples. E tenho me nutrido de coisas muito elementares. Peço que faça sol, peço para ficar bem, peço para falar com as pessoas queridas.
Se isso vai me ensinar alguma coisa, não acredito. Sei que estou suportando a vida minimalista. E sei que isso tem um limite. Estar em relação com os outros não é só um complemento do eu – pelo menos não é para o meu eu...
E para que não pensem que virei um monge, amanhã vou comprar um óculos de 180 €...
E para que não pensem que virei um monge, amanhã vou comprar um óculos de 180 €...
domingo, 18 de maio de 2008
Budapeste. Eu adorei Budapeste.
Veja as fotos de Budapeste no vídeo abaixo.
O tempo todo você sabe que está na Europa, mas é uma outra Europa, realmente diferente da França.
Você sabe que está na Europa porque a cidade é lindíssima e tem aquela raridade de antigas civilizações que são os registros das camadas urbanas que foram permanecendo ao longo dos séculos, testemunhando as mudanças sociais.
Mas muitos prédios estão mal-tratados, sujos, poluídos, dando às avenidas um aspecto pesado, cinza chumbo, certa imagem estereotipada da crise do comunismo. Apenas para não ser injusta com o comunismo, muitas avenidas em Budapeste lembram o centro velho de São Paulo: fuligem engordurada na fachada, grandes letreiros, relojoeiros, lojinhas sem charme, pontos de comércio que você não sabe exatamente o que são e têm uma cara de treta...
Na verdade, olhando assim, no primeiro dia, você não sabe o que é absolutamente nada! Tudo é escrito em húngaro, o que é mesmo que dizer que é escrito em grego, ou em russo, ou em tupi-guarani... Então você tem uma estranha sensação familiar quando vê as cadeias globais e suas marcas.
Aos poucos você começa a registrar a imagem de algumas palavras que se repetem – digo a imagem porque não tenho a menor noção de qual o som daquilo – étterem, sörözó, szinhasz.
Mais uns dias lá e já saberia tudo sobre o metrô, que aliás é extremamente simpático. Um metro antigão, mas com umas escadas rolantes intermináveis que tem um clima – não me pergunte por que – de embalos de sábado à noite. E as estações são anunciadas com uma seqüência de notas que faz uma música encantadora.
Aliás, a música. É outra coisa que te faz pensar na distância que liga a educação popular dessa europeidade e a nossa do novo mundo. A música popular não se diferencia muito da música erudita e nos bares e shows folclóricos ouvem-se músicas de compositores como Liszt, Bártok, tudo é na base do violino. Então, qualquer húngaro médio está acostumado a ouvir grandes compositores eruditos.
Fiquei bastante incomodada de ter que falar inglês com as pessoas, porque o húngaro tem um grande orgulho de sua história... também, pudera... séculos de colonização romana, depois chegaram algumas tribos de “bárbaros”, mas os que se instalaram e dominaram mesmo foram os magiares lá pelo século VIII – o mito fundador da nacionalidade húngara são as tais sete tribos reunidas sobre a liderança de Átila – depois viraram cristãos lá pelo ano 1000, mas foram invadidos pelos turco-otomanos no fim da idade média, vieram os Habsburgos para libertá-los e ficaram dominando por alguns séculos de muita revolta dos húngaros até que conseguiram ser o império austro-húngaro, mais ultimamente foram os soviéticos e finalmente o livre-mercado... Ufa! Haja nacionalismo!
Por isso, a cidade traz essas marcas de multi-colonização, tem os edifícios de influência turca, os banhos, os prédios sóbrios que parecem saídos de Viena, a cultura dos cafés, muros medievais, muros de tijolos (romanos), arquitetura gótica e muita igreja barroca! Barroca? Pois é, igrejas que poderiam estar na Bahia ou em Ouro Preto. Mas não é estranho, porque os turcos foram expulsos pelos católicos habsburgos no século XVII, então dá-lhe igreja para representar e comemorar a cristandidade, e o barroco era o estilo da época.
O lado de Peste é uma cidade marcadamente burguesa, com cara de fim do século XIX, começo do século XX. E aí tem coisas maravilhosas, como a arquitetura de secessão, que também pode ser chamada de art-nouveau. E os simpáticos bondes. Como bonde é uma coisa civilizada!
E o Danúbio Azul? Desculpem-me os vienenses, mas Budapeste deu de mil a zero em matéria de saber o que fazer com as margens do Danúbio! Para começar, a natureza ajudou: o rio é largo e tem colinas do lado de Buda. Mas o homem soube o que fazer para ocupar harmoniosa e lindamente aquilo tudo! Pontes maravilhosas – que os nazistas destruíram e os húngaros reconstruíram. O colonizado superou em muito o colonizador! O rio é o centro da cidade e seu cartão-postal mais lindo, como o Sena em Paris, mas com menos dinheiro, com certeza.
Os dias que passamos lá foram os primeiros dias quentes do ano! E conheci o porque da fama das mulheres do Leste: elas são realmente muito lindas, altas, magras e gostam de uma roupa mais ousada. A moda da estação é shorts curto, meia calça estampada e salto alto. Cada meia-calça louca! Eu adorei. De outro lado, existe também uma estética mais sóbria, saia no joelho, meia fina e sapato bem tradicional, uma moda bem conservadora que se mistura na rua com a tendência pantera.
Os balneários são o ponto alto da estadia! Imagine-se numa piscina de água quentinha ao lar livre, depois de ter passado aquele inverno europeu... olhe em volta e veja um povo muito diferente, falando línguas insuspeitas. Além da grande quantidade de italianos, os turistas de Budapeste vêm dos outros países do Leste europeu.
Mas o balneário é toda uma experiência de anacronismo... primeiro são os milhares de funcionários... todos com aquele indefectível ethos de mal-atendimento, achando os turistas todos uns burros idiotas... as instalações muito antigas, coisa de outras épocas... o empréstimo de maiôs... a gente que ficou sem toalha para se enxugar porque o balcão fecha impreterivelmente no horário afixado, evidentemente em cartazes escritos... em húngaro!
Uma última característica marcante de Budapeste – que não sei se encontrarei se algum dia voltar lá – é isso de ter muitos funcionários nos serviços públicos. É assim no metrô, nos balneários, nos museus. E fiquei um pouco triste comigo de achar que tem gente demais para pouco serviço: oras, acostumei-me então ao downsizing e agora acho estranho que haja emprego?
Veja as fotos de Budapeste no vídeo abaixo.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
sábado, 10 de maio de 2008
Pão, cerveja e água quente
Tem dia que parece mesmo noite. E o único pão que se tem é aquele que o diabo amassou com o rabo...
Às vezes penso que minha temporada tolosã (deve ser assim que se fala em português, vai saber...) é como uma prisão de segurança máxima e que estou cumprindo um tempo de pena. Exagero? Então me faz parar de pensar isso, por favor!
Agora comecei a estressar com o trabalho, estou vendo o tempo passar e eu cada vez mais insatisfeita. Então fiquei três dias sem sair de casa (só fui ali comprar comida), grudada no computador. Virei um bicho do mato!
Estava tudo maravilhoso até eu queimar o braço na água quente anteontem. Foi uma dor tão grande e uma sensação horrível de não ter para quem nem para onde correr! Queria meu nêgo, queria minha mãe!!! Mas fiquei aqui mesmo chorando sozinha. Liguei pro nêgo. Coitado, estava no trabalho e a mulher liga doida... o que é que ele podia fazer com 10 mil quilômetros nos separando? E mesmo assim ele consegue sempre fazer algo fantástico.
Então hoje resolvi ir dar uma volta na ville rose. Foi bom, a cidade é bonita. E bem animada.
E acontece cada uma que parece duas. Um cara tirou a roupa no meio da rua! Ele abriu o porta-malas de seu carro, tirou a camisa, tirou a calça, ficou só de cueca, pegou outras roupas e começou a vestir-se de novo; em plena praça St. Pierre! Ça marche!
Na beira do rio tem os caras que dizem “bonjour, mademoiselle” quando as moças passam. E nos bares a galera toma uma cerveja vermelhinha... faz tempo que estou curiosa para saber o que é. Sentei num bar e pedi uma: “sabe aquela cerveja vermelhinha?” O garçon me olhou como se eu fosse um ser muito bizarro e começou a falar inglês comigo e não mudou jamais de idéia. Explicou que era grenadine. Ça va. Bem, meus queridos, trata-se de cerveja com groselha!
Os franceses são excelentes em combinar a bebida com a comida. E eu descobri que o acompanhamento ideal para o pão que o diabo amassou é bière à la grenadine.
PS: Quase chegando em casa, na minha praça a habitual concentração de homens árabes (aliás, se quiser estar na moda entre eles compre logo um sapato de couro branco). Como eles falam árabe, não sei o que dizem quando passo, mas sempre tem um que puxa papo. O de hoje disse que eu estava com o ar triste, “não pode, o tempo está bom e você é uma mulher bonita”. Eu ri. “Ao menos te fiz rir”. Merci.
Às vezes penso que minha temporada tolosã (deve ser assim que se fala em português, vai saber...) é como uma prisão de segurança máxima e que estou cumprindo um tempo de pena. Exagero? Então me faz parar de pensar isso, por favor!
Agora comecei a estressar com o trabalho, estou vendo o tempo passar e eu cada vez mais insatisfeita. Então fiquei três dias sem sair de casa (só fui ali comprar comida), grudada no computador. Virei um bicho do mato!Estava tudo maravilhoso até eu queimar o braço na água quente anteontem. Foi uma dor tão grande e uma sensação horrível de não ter para quem nem para onde correr! Queria meu nêgo, queria minha mãe!!! Mas fiquei aqui mesmo chorando sozinha. Liguei pro nêgo. Coitado, estava no trabalho e a mulher liga doida... o que é que ele podia fazer com 10 mil quilômetros nos separando? E mesmo assim ele consegue sempre fazer algo fantástico.
Então hoje resolvi ir dar uma volta na ville rose. Foi bom, a cidade é bonita. E bem animada.
E acontece cada uma que parece duas. Um cara tirou a roupa no meio da rua! Ele abriu o porta-malas de seu carro, tirou a camisa, tirou a calça, ficou só de cueca, pegou outras roupas e começou a vestir-se de novo; em plena praça St. Pierre! Ça marche!
Na beira do rio tem os caras que dizem “bonjour, mademoiselle” quando as moças passam. E nos bares a galera toma uma cerveja vermelhinha... faz tempo que estou curiosa para saber o que é. Sentei num bar e pedi uma: “sabe aquela cerveja vermelhinha?” O garçon me olhou como se eu fosse um ser muito bizarro e começou a falar inglês comigo e não mudou jamais de idéia. Explicou que era grenadine. Ça va. Bem, meus queridos, trata-se de cerveja com groselha!
Os franceses são excelentes em combinar a bebida com a comida. E eu descobri que o acompanhamento ideal para o pão que o diabo amassou é bière à la grenadine.
PS: Quase chegando em casa, na minha praça a habitual concentração de homens árabes (aliás, se quiser estar na moda entre eles compre logo um sapato de couro branco). Como eles falam árabe, não sei o que dizem quando passo, mas sempre tem um que puxa papo. O de hoje disse que eu estava com o ar triste, “não pode, o tempo está bom e você é uma mulher bonita”. Eu ri. “Ao menos te fiz rir”. Merci.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
o véu
Acabo de voltar do curso de dança oriental. Foi incrível. Descobri que tudo o que eu sabia sobre a dança do ventre – que já era quase nada – estava errado por princípio. Eu sou uma péssima dançarina, ainda não tinha entendido o que é a leveza, a delicadeza, a feminilidade que dizem existir na dança egípcia. O meu corpo é pesado, meus movimentos são duros, a expressão é contida. Os movimentos precisam ser leves, quase pequenos detalhes, para que a expressão de emoções que motiva a dança apareça no rosto, no olhar, nos dedos da mão, nos leves movimentos dos braços que representam a oferta e a doação. A dança é a paz, a celebração, a união, a entrega. Pensei.
Quero ser um véu 
Não quero ser o braço que o agita
Quero que meu corpo tenha a leveza
de deixar passar tudo o vier
deixar passar o ar e não reter partículas
balançar com a força dos impulsos
fazer-me em ondas
e cair sempre devagar
nunca indiferente
deixar-me levar pelos movimentos
encantar quem me vir dançar
jamais ser um peso

Não quero ser o braço que o agita
Quero que meu corpo tenha a leveza
de deixar passar tudo o vier
deixar passar o ar e não reter partículas
balançar com a força dos impulsos
fazer-me em ondas
e cair sempre devagar
nunca indiferente
deixar-me levar pelos movimentos
encantar quem me vir dançar
jamais ser um peso
e deixar um provocante tilintar em minha passagem
terça-feira, 6 de maio de 2008
Os meninos e os homens
Estava conversando com um amigo sobre as relações humanas. Sobre o que é o respeito e a consideração com o outro. As relações no exílio são muito fluídas e às vezes muito intensas. Umas horas você é o máximo para alguém, em outras é desconsiderável. Essa gangorra e esse desequilíbrio de expectativas é muito estressante. As emoções estão sempre à flor da pele, o interessar-se e o desinteressar-se são muito rápidos e até brutais. Felizmente tem algumas relações que vão se construindo despretensiosamente, e-mail vai, e-mail vem, e uma seqüência de siglas: sms, msn... Relações que não são pautadas pelo mero interesse, seja ele sexual, profissional ou de simples integração, mas estimuladas pela consideração pelo outro, pelo prazer de dividir pequenos sucessos e lamentar ridículos fracassos, partilhar opiniões e compartilhar uma taça de vinho. Segundo meu amigo, é nessa hora que os meninos vão dormir e os homens ficam acordados...
sábado, 3 de maio de 2008
Empobreci!
Pois é, eu que era uma viúva rica tornei-me uma esposa bastante pobre!!!
Primeiro que o nêgo ganha mais do que eu em reais...
segundo que poupou uma grana nessa temporada sem a mulher... terceiro que o nêgo gosta de curtir a vida, principalmente se for em euros! Descobri que euros no bolso dos outros é refresco!
Quarto que perdemos quase mil euros por causa de uma porra de uma companhia aérea que não mandou uma merda de um bilhete em papel e não nos deixou embarcar... acredita??? Lá vou eu aos tribunais franceses, mas em vez de pesquisa de campo, vou tentar cobrir um rombo nas finanças domésticas... AUX ARMES!
Na Europa, o consumidor está sempre errado! Principalmente se for um verme imigrante com sotaque. Mas depois falo mais sobre isso.
Primeiro que o nêgo ganha mais do que eu em reais...
segundo que poupou uma grana nessa temporada sem a mulher... terceiro que o nêgo gosta de curtir a vida, principalmente se for em euros! Descobri que euros no bolso dos outros é refresco!Quarto que perdemos quase mil euros por causa de uma porra de uma companhia aérea que não mandou uma merda de um bilhete em papel e não nos deixou embarcar... acredita??? Lá vou eu aos tribunais franceses, mas em vez de pesquisa de campo, vou tentar cobrir um rombo nas finanças domésticas... AUX ARMES!
Na Europa, o consumidor está sempre errado! Principalmente se for um verme imigrante com sotaque. Mas depois falo mais sobre isso.
De volta para casa. Mudaram as estações
De volta à vidinha de viúva... Meu nêgo se foi... oh coisa triste ver aquela pessoa tão amada, tão íntima, tão colada em mim, entrar naquela corda que dá acesso à revista do embarque e desaparecer... por pelo menos dois meses... Até hoje não sei como tive coragem de entrar naquele embarque em Guarulhos. O que me deu força naquele dia foi ele me dizer: "vai, você tem que ir". E foi o que fiz com ele hoje: "vai, meu amor, você precisa ir".
O que mudou desde o último post? Mudaram as estações!

Está um calor inacreditável em Toulouse! Anoitece às 9 da noite e saí de camiseta na rua - coisa que aliás faço em São Paulo só uma parte do ano. Pas mal! Peguei até uma corzinha!
Mudou também minha cabeça. As duas semanas de férias da solidão me fizeram muito bem. Fiquei calma e vi claramente o que tenho que fazer na metade que me resta nesta estadia aqui. Vamos ver quantos dias durará o equilíbrio...
O que mudou desde o último post? Mudaram as estações!
Está um calor inacreditável em Toulouse! Anoitece às 9 da noite e saí de camiseta na rua - coisa que aliás faço em São Paulo só uma parte do ano. Pas mal! Peguei até uma corzinha!
Mudou também minha cabeça. As duas semanas de férias da solidão me fizeram muito bem. Fiquei calma e vi claramente o que tenho que fazer na metade que me resta nesta estadia aqui. Vamos ver quantos dias durará o equilíbrio...
Assinar:
Postagens (Atom)
